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O concelho de Silves é o segundo mais extenso do Algarve. Estende-se desde o mar, em Armação de Pêra, até ao Alentejo. A cidade de Silves, a cinquenta e cinco quilómetros de Faro, tal como outras povoações do Algarve, nasceu de uma feitoria fenícia. Foi ocupada por romanos mas foram os árabes que a tornaram faustosa, grande e famosa.

A cidade é testemunha de um passado profícuo e glorioso, refúgio de ilustres poetas islâmicos que divinamente a souberam elogiar. Ibn Mahfot (último senhor árabe do Algarve), Al-Mu'tamid (o maior poeta luso-árabe) ou ainda Ibn-Ammâr (governador de Silves, guerreiro, diplomata e poeta) são o exemplo da fama poética que Silves e a região algarvia gozam na história árabe. É principalmente aos árabes que a velha cidade algarvia deve as suas mais brilhantes e mais bem documentadas tradições históricas.

A velha Xelbe dos árabes foi conquistada por Abd-al-Aziz em 713, tendo permanecido sob ocupação muçulmana até ao século XIII. Era considerada uma das mais importantes cidades do reino do Al-Faghar dos Almóadas e posteriormente de Portugal, caracterizada pelos seus sumptuosos palácios e pelas ruas preenchidas por bazares recheados de preciosidades orientais. Geógrafos do Sec. XII descrevem-na como sendo tão grandiosa como Lisboa, Sevilha ou Córdoba.

A posse de Silves, foi motivo de longas lutas entre cristãos e árabes. O Rei D. Afonso III conquistou a cidade definitivamente para a coroa portuguesa em 1242, tendo sido a capital do "Reino do Algarve"até ao Séc. XVI, quando Faro assumiu o papel de cidade principal.

Na época dos Descobrimentos portugueses Silves foi um importante estaleiro de construção naval e centro de recrutamento de marinheiros para as tripulações das armadas. A partir desta época (Sec. XV e XVI) a cidade entrou em decadência acelerada, que se acentuou ainda mais com a transferência do Bispado para Faro.

Nas primeiras décadas do Sec. XX, a cidade repartiu com S. Brás de Alportel o domínio da indústria da cortiça, cuja memória se preserva no Museu que lhe foi dedicado.

Actualmente, como resultado da construção de duas importantes barragens que permitiram irrigar grandes áreas de bons solos e das excelentes condições climáticas, o concelho tornou-se no maior centro de produção de citrinos de Portugal.

As actividades ligadas ao turismo, seguidas pela agricultura (produção de citrinos) são as principais actividades económicas deste concelho.

A posição central do concelho na sub-região do Barlavento, contíguo a dois dos concelhos com maior dinâmica de investimento turístico, potenciada pela aposta deliberada das autoridades concelhias na criação de condições favorecedoras do investimento em grandes projectos turisticos, fazem de Silves um concelho com muito boas perspectivas para o investimento em imobiliário, tanto na vertente de puro investimento quanto na vertente residencial e de lazer, bem como nos diversos sub-sectores do negócio turístico

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Actualizado a: 28/07/2008

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