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S.
Brás de Alportel é o mais
novo concelho do Algarve. Até 1912 era uma freguesia
do concelho de Faro. Nesse ano S. Brás tinha cerca de
12500 habitantes, e era a maior e mais rica freguesia do concelho
de Faro. Em 1914 a freguesia foi elevada a concelho, com a
denominação de Alportel e sede na aldeia de S.
Brás.
O clima da zona é muito
ameno. Por essa razão o Bispo
do Algarve mandou ali construir, no Sec.
XVIII a sua residência de verão, e em 1918, as excepcionais
características climáticas do concelho justificaram
a construção do sanatório Vasconcelos Porto,
nas proximidades da vila, e são, ainda hoje, motivo suficiente
para muitos forasteiros escolherem S. Brás para aqui se
fixarem.
No século XIX,
São Brás de Alportel transformou-se um importante
económico, quase exclusivamente dedicado à indústria
da cortiça. No final do Séc. XIX e
nas primeiras décadas do Sec.XX, o concelho tornou-se no
principal zona produtora e transformadora de cortiça de
Portugal e do mundo.
A inexistência
de condições logísticas nos portos do Algarve
necessárias para o escoamento da cortiça obrigaram,
a partir da segunda década do século passado, a deslocar
as fábricas para a região de Lisboa/Setúbal.
Numa fase posterior, na década de 60 do Sec. Passado, os
baixos preços da energia eléctrica e a abundância
de mão-de-obra na zona de influência e a existência
de bons portos no norte do país promoveram, por sua vez,
a deslocação da indústria para a zona do Porto/Aveiro.
Com
a saída
da indústria corticeira o concelho perdeu a importância
que tinha obtido, e despovoou-se.
A indústria
emigrou, mas a terra Sambrazense ficou, e os seus montados continuam
a produzir a melhor cortiça do mundo. A história
da indústria da cortiça em Portugal está indiscutivelmente
ligada à História de São Brás de Alportel.
A
excelência
do clima, a pureza envolvente da natureza, a qualidade das
paisagens e a proximidade de Faro, Loulé, Tavira e Olhão
(cidades a menos de 20 minutos de automóvel), fazem de
S. Brás
um dos mais procurados destinos de investidores cidadãos
estrangeiros, em especial daqueles que procuram residência
permanente no Algarve, geram condições muito favoráveis
ao investimento imobili ário
neste concelho.
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