A Ria
Fornosa estende-se desde
a Quinta do Lago até Cacela
Velha, num emaranhado de esteiros e ilhas
separadas do mar por uma
linha descontínua e frágil
de dunas. A visita da Ria (guiada) vale por vários
compêndios de botânica, zoologia e ecologia
tal a riqueza da fauna e
a beleza escondidas por entre
o emaranhado de esteiros
e canais, e se, no final
da vista, o visitante aproveitar para
um mergulho nas Praia
da Barrinha ou da Deserta, onde só se
chega por barco, poderá certamente afirmar que já conhece
o paraíso.
Documentos arqueológicos
situam no Paleolítico a presença humana no território
do concelho. Faro é a actual designação
de Ossónoba, que
foi uma das mais importantes cidades romanas do ocidente
da Península
Ibérica. Foi sede de bispado romano entre os Sec. III
e VII. Sob o domínio muçulmano manteve a designação
de Ossónoba até ao Sec IX, tendo nessa época
passado a designar-se Santa Maria do Ocidente.
Com a sua conquista
pelo Rei
D. Afonso III, em 1249, terminou o domínio
muçulmano no sudoeste Península Ibérica.
Santa Maria do Ocidente passou a chamar-se Faaron.
Apenas no Sec. XVIII se estabeleceu de forma definitiva
o nome de FARO.
Faro recebeu sempre
grande protecção régia e, no século
XVI, acabaria por ser escolhida para sede do Bispado
do Algarve (a Sé de Faro fora edificada
em 1251 sobre o templo árabe), em substituição
de Silves.
Os ciclos de prosperidade
económica marcam a evolução da cidade com
a edificação de importantes templos. No Sec. XVII
edificam-se as igrejas de S. Francisco e do Carmo. Após
o terramoto
de 1755, sob o impulso do Bispo D. Francisco Gomes
(sempre ele, como em todo o Algarve) a cidade sofre
uma grande renovação urbana valorizada pela construção
de inúmeros edifícios apalaçados de famílias
abastadas.
Nos finais do século
XIX, a chegada do caminho-de-ferro,
trouxe novo impulso ao crescimento urbano da cidade.
O Aeroporto
Internacional, a Universidade
do Algarve e a localização
dos principais serviços públicos e sedes
distritais de bancos e empresas
conferem a Faro o estatuto
de cidade mais importante
do Algarve.
As freguesias de Estói e Santa
Bárbara, mercê das deslumbrantes
paisagens que oferecem, valorizadas pela exposição
a sul, ganharam a justificada fama de "golden places" que
a importante comunidade de residentes estrangeiros ali
fixados lhes vêm atribuindo. A proximidade dos melhores
campos de golfe da Europa, da Marina de Vilamoura e do
Aeroporto, a menos de 15 minutos a partir de qualquer ponto
do concelho, a variada oferta comercial e de lazer, a abundante
oferta gastronómica tradicional da região
no triângulo Olhão/S.
Brás de Alportel/Loulé de
que Faro é o centro proporcionam excelentes oportunidades
para o investimento em imobiliário turístico,
quer na vertente residencial
quer na vertente de puro
investimento.
Procurar
por um imóvel neste concelho